segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Poluição causa excesso de plantas na Represa de Guarapiranga


A Represa de Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo, tem sofrido com a proliferação de plantas aquáticas. Em alguns pontos não é possível nem ver a água, sinal do aumento da poluição. O problema é antigo, e ainda está sem solução.

As algas não são vistas a olho nu, mas o conjunto delas modifica a cor da água. À medida que se avança pela represa, é possível ver que as plantas estão muito espalhadas.

Há poucos dias, o excesso de plantas e algas estava concentrado no meio da represa e formava ilhas por diversos pontos. Era difícil de enxergar a água. O vento mudou bastante de direção desde quarta-feira (21), deixando a impressão que a água está livre de plantas. Mas não é isso que acontece.

Na barragem da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), há uma enorme concentração de espécies em uma margem de 150 metros. É onde fica a captação das águas para tratamento, e funcionários as tiram com pás - os barcos que seriam usados para retirar as plantas estão em manutenção, segundo os funcionários.

Ainda que algas e plantas não afetem a qualidade da água, como afirma a Sabesp, o conjunto aquático revela a quantidade de lixo que chega até a represa. O tapete verde que se forma rouba oxigênio da água e não permite a passagem de luz para os peixes. Quanto mais sujeira, mais as plantas se reproduzem e mais afetam a vida na represa.

A poucos quilômetros do local fica o córrego São José, que alimenta de água a represa. Cercado de construções irregulares e loteamentos clandestinos, ele recebe sem qualquer tratamento todo o esgoto das moradias.

De acordo com Hélio Luis Castro, superintendente da Sabesp, a situação das algas está sob controle – o problema são as plantas aquáticas. “A ideia é retirá-las por meio de barcos e redes, levá-las para margem, tirar da represa, deixar secando e levar para compostagem”, explicou. O trabalho deve começar no início de agosto.

O plano do governo é de até 2018 todo o esgoto que chega à represa seja coletado.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Metade dos sistemas de abastecimento da região metropolitana de SP está acima da capacidade


Metade dos sistemas de abastecimento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que abastecem a região metropolitana está acima do limite. Dos seis sistemas de represas, três estão com o volume armazenado acima de 100% de acordo com balanço divulgado no site da empresa nesta quinta-feira (28).
Segundo o site, o sistema Alto Cotia está com volume armazenado em 106,9 %; o sistema Rio Grande está com 105,2 % da sua capacidade; e o sistema Rio Claro está com 102,2 %. Os outros três sistemas, embora estejam com volume abaixo do limite, estão operando com mais de 87% de sua capacidade. São eles: Cantareira (com 99,6%), Alto Tietê (88,2%) e Guarapiranga (87,8%).
Em todos os sistemas, o volume de chuva acumulada em janeiro superou em muito a média para o mês, em alguns casos, quase o dobro. No Cantareira, o acumulado nestes 28 dias foi de 420,5 mm, quando a média histórica é de 255,9 mm; no Alto Tietê, volume acumulado de 373,6 mm; e média de 245,1 mm; no Guarapiranga 425,8 mm, para média de 225,7 mm; no Rio Grande acumulado de 500 mm, para média histórica de 235,8 mm; e no Rio Claro 461,4 mm, para média de 292,4 mm.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Show de inauguração da árvore de Natal da Guarapiranga é adiado por causa das chuvas


Devido as fortes chuvas que têm ocorrido na cidade de São Paulo, a Prefeitura adiou para o próximo sábado o show do cantor Toquinho, programado para este sábado quando da comemoração da inauguração da árvore de Natal da Guarapiranga. Na ocasião, haverá um grande show com o canto, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O evento, que faz parte do Natal Iluminado 2009, contará também com um show pirotécnico com fogos de artifício, cuja empresa responsável é a mesma que realiza o Réveillon de Copacabana. O público ainda poderá acompanhar a apresentação do Coral da Gente que, assim como a Sinfônica de Heliópolis, faz parte do Instituto Baccarelli.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sabesp vai construir árvore de Natal na represa Guarapiranga


Árvore flutuante será coberta com materiais ecologicamente corretos; inauguração acontecerá no dia 5 de dezembro

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai participar do Natal Iluminado 2009, evento organizado pela prefeitura de São Paulo. A companhia será a responsável pela construção de uma gigante árvore flutuante represa Guarapiranga, a maior da Capital.

"O Natal que a Sabesp quer propor é o da solidariedade. O material utilizado na construção da árvore é ecologicamente correto e representa uma visão sustentável de nossas ações. E a sustentabilidade também é solidária, porque pensa nas gerações futuras", disse o superintendente de Comunicação, Adriano Stringhini.

A árvore terá 60 metros de altura e 23 metros de largura. Além disso, será toda coberta com materiais ecologicamente corretos. Sua inauguração acontecerá no dia 5 de dezembro. No dia 19, a partir das 20 horas, está prevista uma grande festa, com queima de fogos e o show do Padre Marcelo Rossi. O projeto da Sabesp prevê ainda que toda a Avenida Robert Kennedy seja decorada seguindo conceitos sustentáveis, como, por exemplo, a utilização de luz led e brotos de bambu.

A represa do Guarapiranga tem um significado especial para a Sabesp - é responsável pelo abastecimento de quase quatro milhões de habitantes. Porém, por conta do crescimento desordenado da população, o reservatório sofre com os lançamentos clandestinos de esgoto. Para proteger a Guarapiranga e outros importantes mananciais, o Governo de São Paulo, por meio da Sabesp, lançou o Programa Vida Nova. "Serão investidos R$ 1,4 bilhão. Mais de 30 favelas serão urbanizadas e cerca de 3 milhões de pessoas beneficiadas. O Vida Nova é a forma que encontramos para agradecer à Guarapiranga", afirmou Stringhin

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lei específica da Guarapiranga

A Guarapiranga é considerada o manancial mais ameaçado da RMSP e foi o primeiro a ter a sua Lei Específica aprovada (Lei Estadual 12.233/06 e Decreto Estadual 51.686/07 ). Porém, dois anos se passaram e pouco se fez para que a Lei comece, efetivamente, a vigorar. A sua ausência fica mais latente no momento atual, em que os governos federal, estadual e municipais anunciam vultuosos investimentos na região.

A Lei Específica da Guarapiranga, por ser a primeira, evidencia todos os desafios de se implantar este novo marco legal, que é complexo e necessita do engajamento de todos os atores envolvidos para efetivamente funcionar. A Lei Específica da Guarapiranga, assim como as demais leis a serem criadas para outros mananciais, depende de um pacto entre os atores envolvidos. O modelo anterior definia mecanismos centralizados de comando e controle e não foi suficiente para conter a degradação dos mananciais da RMSP. A nova Lei prevê a gestão descentralizada, integrada e de responsabilidade compartilhada entre estado, municípios e sociedade civil. O sucesso desta Lei, no entanto, só será possível se o governo do estado, que tem posição de liderança neste processo, criar as condições para implementar definitivamente uma política de proteção e recuperação aos mananciais e o consumidor e moradores de áreas de mananciais conhecerem e o cumprimento da Lei.

Disque-Meio Ambiente 0800 0113560

Guarapiranga alcança maior nível para setembro em 26 anos


Depois de sucessivos anos em que o mês de setembro era sempre o ponto máximo da estiagem - quase sem chuva, os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo costumavam registrar os níveis mais baixos de todo o ano -, em 2009 há o que comemorar. A Represa do Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, e o Sistema Cantareira, que fornece água para toda a Região Metropolitana, bateram ontem recordes em quantidade de água armazenada. Levados em conta apenas os meses de setembro, a Guarapiranga atingiu o maior nível em 26 anos. Estava com 93,5% da capacidade - em 14 de setembro do ano passado, por exemplo, tinha 53,8%. O reservatório só não superou os 96% de setembro de 1983, ano em que choveu ainda mais. Segundo Hélio Luiz Castro, superintendente de Produção da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), empresa responsável pela represa, a precipitação foi mesmo anormal. Em todo o mês de setembro de 2008, o volume de chuva na represa foi de 18,4 milímetros. Neste ano, só até ontem, caíram 128,4 milímetros, ou sete vezes mais. "A chuva costuma carregar mais poluição difusa para a represa, mas estamos dando conta de recolher o lixo." Dois barcos especiais, com esteiras e pás para recolhimento e rolagem da sujeira, além de canhões de água para soltar o material preso à vegetação, fazem a limpeza da Guarapiranga desde meados deste ano. Em média, são retirados de 200 a 500 sacos de 100 litros cada um, todos os meses, das águas.